sábado, 26 de maio de 2012

Alimentação

Em construção...

Pernoite


Quando se viaja de bicicleta pode-se escolher a maneira como se vai pernoitar.
As maneiras mais acessíveis pra quem tem pouco dinheiro são o camping selvagem ou em fazendas e dormir na casa das pessoas, seja por convite, coisa muito comum no dia-dia do cicloturista ou através do couchsurfing.
Para acampar, a escolha do tipo de barraca vai depender muito da duração da viagem, do clima e da quantidade de pessoas, já que pode-se dividir a bagagem.
Para climas tropicais como o da maior parte do Brasil e para viagens relativamente curtas recomendamos a barraca Quechua 2 seconds. A grande vantegem dessa barraca é a rapidez para ser montada e desmontada, trabalho que realizado diariamente torna-se muito desgastante e acaba por roubar um tempo precioso.
A única desvantagam dessa barraca é o formato circular quando está desmontada, é um pouco difícil de carregar mas com uma boa organização na bagagem creio que não haverá problemas.
Viagens mais longas e com climas mais severos requerem barracas mais apropriadas. No nosso caso estamos levando uma Manaslu Trip, ótimo espaço interno (2 pessoas), muito respirável, varetas de alumínio com longa durabilidade e 2 avancês para proteger os equipamentos da chuva.
A única desvantagem é o peso 4,35 kg, para 2 pessoas dividindo a bagagem acaba por ser acessível e abrimos mão da praticidade da 2 segundos, mas no final sem dúvida foi uma ótima escolha.
Nós levamos também uma tenda (Tarp- Quechua) para ter espaço coberto onde possamos cozinhar protegidos do vento e da chuva.
Uma lona plástica também é aconselhável para forrar o chão da "varanda" evitando o contato direto com a terra que muitas vezes estará úmida e com vegetação.
Para a prática de camping selvagem aconselhamos sempre encontrar lugar bem antes do pôr do sol, procurar sempre por lugares que não sejam passagem de ninguém, totalmente fora da vista de pessoas e evitar fazer barulho.
O local ideal deve ser seguro, limpo e silencioso, essa é a melhor maneira de ter uma boa noite de sono para continuar o pedal no dia seguinte. Na zona rural pode-se encontrar lugares com essas características mais facilmente, acampar perto de cidades grandes principalmente próximo à periferia pode ser bastante perigoso.
Deve-se ainda ficar atento se o lugar que escolheu para montar a barraca não fica em uma baixada que pode alagar caso chova, se o terreno é devidamente plano e sem pedras e pontas de pau que podem vir a perfurar a barraca e se não existe o perigo de cair um galho seco ou uma jaca sobre a barraca.
É necessário prestar a atenção em tudo e pensar em todas as possibilidades pois em um lugar de difícil acesso não se pode vacilar, o preço pode ser caro.
Caso seja difícil encontrar um lugar adequado, uma boa saída é pedir abrigo em fazendas, claro que não se deve confiar cegamente em todo mundo, pedir um pouco de água e estabelecer um primeiro contato, conversar um pouco ajuda a conhecer um pouco as pessoas e sentindo segurança é só pedir pra montar a barraca.
Ainda pra quem viaja com pouca grana existe o couchsurfing, uma comunidade de pessoas que viajam o mundo e trocam hospedagem sem custo algum, uma ótima maneira viajar barato e principalmente, de fazer novos amigos.
Para quem não está com os recursos limitados e prefere um pouco mais de conforto, deixamos aqui uma lista com algumas pousadas e campings por onde passamos:

Analândia                                Brotas
                                       
Cananéia                           Camburi - São Sebastião




Ilhabela                                   Peruíbe                                                      





Socorro                        Trindade - Paraty
                                                             

quinta-feira, 29 de março de 2012

9° dia - 17 Km


Sexta feira, 24 de fervereiro de 2012

Já na saída de Costas passamos na padaria do Jonas e sua mãe pra tomarmos café, goataram tanto da viagem que acabaram por nos presentear com o café,
pães e um cacho de bananas.
Logo chegamos em Gonçalves e fomos dar um mergulhou na cachoeira do Retiro onde quase morri congelado.
Resolvemos fazer um rango por lá mesmo apesar do chuvisqueiro que começava.
Improvisamos uma varanda para podermos almoçar a seco.
Depois de passar a tarde na cachoeira fomos procurar lugar pra acampar, foi quando encontramos Zé do Gonçalo que nos ofereceu seu sítio, mas como o terreno não estava tão adequado, havia chovido e tinha muitas poças d'água, resolvemos procurar um pouco mais.
Por fim conhecemos o Dingo, artista plástico que encontrava-se fazendo um "bico" de pintor , ao saber da nossa viagem não tardou a pensar como poderia nos ajudar na busca, foi quando passou uma amiga dele e aproveitou para perguntar se ela sabia de algum lugar que poderiamos acampar aquela noite, rapidamente cedeu um espaço que possuia bem em frente a casa dele, chegando ao local, o qual não ficava sequer 30 m de distância de onde nos encontravamos, vimos que o lugar possuia uma parte coberta e tudo, nessa parte o chão era revestido de cascalho, ficamos pensativos quanto a possibilidade de montarmos a barraca lá e ficar dificil dormir, mas já que a parte de terra estava bastante alagada, nos aventuramos no cascalho mesmo, por ironia ou providência divina, foi uma das melhores noites que passamos. Gentilmente o Dingo passou lá e nos ofereceu o melhor dos presentes... "UM BANHO!!!"
Maravilha, fomos receber nosso presente e mais uma agradável surpresa conhecemos a esposa do Dingo, a doce Gorete que nos recebeu com um enorme sorriso, então fui tomar banho enquanto o Felipe prosseguia com a prosa, quando voltei descobri que Gorete havia dito que estranhamente teve impressão de já me conhecer, com a troca de informações, descobrimos que somos do mesmo estado e moramos na mesma cidade (Olinda- PE).

Mais alguns gostosos momentos de conversa regados a café , queijo provolone de nozinho, bolo e uma euforia que me tomava pelo encontro de uma conterrânea, relembramos lugares de mútuo conhecimento.
Agradecemos o convite, nos despedimos e fomos dormir que amanhã tem mais novidade para nos maravilharmos rumo ao desconhecido.

quinta-feira, 1 de março de 2012

8 dia - 11 km

Quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012


De Treinamento Campinas - Parati
Depois de uma demorada despedida saímos já depois das 11h, a subida já estava à nossa porta e depois de muitos altos e baixos chegamos ao distrito dos costas.
Enquanto tomavamos um yogurte com mamão na praça principal o céu se carregava para uma chuva grossa.
Decidimos esperar a chuva passar, afinal barro e morro não combinam.


De Treinamento Campinas - Parati
Nos abrigamos na porta da igreja e depois de 3h ou mais a chuva cessou.

Decidimos então que passariamos a noite na vila  depois de muito rodar a Pamella conseguiu o quintal da casa do pai do motorista de ônibus, lugar muito bom por sinal.
O banho e a janta foram cortesia do Maciel, fiscal da prefeitura, homem muito humilde que logo quis nos ajudar. Ofereceu banho e quando já iamos embora fez questão de que jantássemos.
Depois disso só uma boa noite de sono pra completar.

7 dia - 40 Km

Quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Saímos da barraca por volta de 7:30 da manhã, apesar do nevoeiro, a nossa vista era maravilhosa, podiamos ver cadeias de montanhas que pareciam desenrolar-se ao infinito.
Tomamos um cafezinho acompanhado de bolo de milho verde oferecido pela Dona Benedita, sogra do David e saímos pouco depois das 9h, nosso record até agora.
Começamos o dia subindo pequenos morros se comparado aos que já passamos e após 6 Km pegamos asfalto dando início a uma descida de pouco mais de 3 Km pela serra.
Passamos por Cambuí onde comemos um salgado e compramos queijo.
De Treinamento Campinas - Parati
Seguimos para Córrego do Bom Jesús sob ameaça de chuva que não tardou em chegar.Nos abrigamos em um ponto de ônibus e logo que passou voltamos pra estrada.
Chegando em Córrego, tomamos um café numa loja de produtos típicos e encaramos novamente a estrada de terra depois de nos banharmos na cachoeira Três Quedas.
Como já tinhamos sido avisados, o caminho seria duro, subidas cabulosas que em certos trechos pareciam paredes.
Quando já nos preparávamos pra parar e  montar acampamento passou S. Deusébio oferecendo-nos uma carona.
Quando se viaja de bicicleta, pegar carona não é o mais divertido mas nesse caso aceitamos e só quando vimos o resto da estrada é que tivemos certeza de que foi a melhor escolha, caso contrário levaríamos uns 2 dias subindo árduos morros.
Sob chuva fina chegamos no vilarejo Campos do Raposo onde todos olhavam pra nós como vindos d´outro mundo. Logo vimos a casa que passaríamos a noite, uma casa muito antiga com um grande quintal gramado.
De Treinamento Campinas - Parati
Seus donos, Célia e Joaquim nos cederam o quintal para acamparmos e tão logo montamos a barraca um grupo de crianças ficou nos olhando com curiosidade, muitas delas com suas bicicletas faziam de tudo pra chamar nossa atenção.
No início da noite ganhamos algumas panquecas da Célia e laranjas do Geraldo, um dos meninos curiosos.
O céu estrelado não dava nem indício da chuva que iria cair durante a noite.

6 dia - 23 km


Terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Pela manhã, Lourenço e sua esposa nos prepararam pão com queijo quente e pingado, café da manhã reforçado pra encarar a paulada de subida que viria.
De Treinamento Campinas - Parati
Começamos o dia subindo morro pesado em uma estrada de terra.
Como no dia anterior não tinhamos comido muito bem, eu estava me sentindo muito fraco enquanto a Pam está cada vez mais em forma.
Depois de pedalar 15 Km tivemos que parar pra comer, pois precisavamos de muita energia.
Tinhamos colhido 2 chuchús e 1 brócolis no caminho que juntamente com ovos e queijo virou nosso almoço.
De Treinamento Campinas - Parati
Depois dessa dose de energia subimos demais da conta, a cada curva a vontade era de chorar, estavmos à caminho de Senador Amaral, a cidade mais alta de MG.
Pouco antes de chegar lá resolvemos pedir acapamente em um sítio e o David logo nos cedeu um cantinho.
À 1528m de altitude está bem frio e ainda chuviscando fino, a opção é ir pra cama que amanhã seguiremos pra Cambuí e em seguida Gonçalves.

5 dia - 20 km


Segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Pra variar um pouco saimos novamente depois das 11h da manhã e como já nos haviam dito, começava a estrada de terra e o relevo ficara cada vez mais acidentado.
De Treinamento Campinas - Parati

O sol estava escaldante e pra cada morro que subiamos outro pior erguia-se, mas a paisagem realmente vale a pena e a sensação de liberdade aumentava quanto mais mergulhavamos montanhas a dentro.
Pouco antes de chegarmos á Munhoz o sol quente converteu-se em uma fina chuva que nos deu novo ânimo.
Depois de percorrermos custosos 20 Km de morros e ainda com problemas da corrente enroscar quando se usava a coroa pequena, chegamos à Munhoz onde fomos acolhidos pelo Lourenço que cedeu sua garagem para montarmos a barraca.
Fizemos um pequeno passeio pela cidade e um dedo de proza com o pessoal da feira voltamos pra nossa barraca.
De Treinamento Campinas - Parati
Só conseguimos esse lugar pra ficar por que assim que entramos na cidade fomos ao mercado do Dantas  e ele nos ofereceu uma casa dele que estava fechada pra ficarmos , mas como havia muita poeira e infiltração o vizinho Lourenço acabou por nos acolher.
Logo todos nos perguntavamos quem éramos, de onde vinhamos, pra onde íamos e por quê que faziamos isso.
É muito engraçado quando se chega com a bicicleta carregada em uma cidade, todos nos vêem como de outro planeta e nossa bicicleta como uma nave espacial. Não é difícil em poucos instantes juntar uma roda de pessoas fazendo perguntas e assim fazemos muitos amigos.